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Batman X Superman - O Alvorecer da Justiça (Batman X Superman - Down of the Justice) - Crítica



Se você pretende ver Batman x Superman aguardando o que já está habituado a assistir nos filmes da Marvel Studios, esqueça. Esse filme definitivamente não é para você. Nem perca seu tempo lendo isso. Supondo que tenha continuado e esteja curioso mesmo assim pra saber mais do filme ou que entenda que a Marvel e DC tem identidades diferentes tanto nos quadrinhos quanto cinematograficamente,  cada uma é boa a sua maneira, você está no lugar certo. Afinal, ninguém vai ao cinema pra assistir os personagens DC num filme da Marvel ?

Desde que Zack Snyder anunciou que a sequência de Superman: Man of Steel, teria o Batman, houve inquietude no universo nerd, antes mesmo de sua concorrente anunciar a famosa saga Guerra Civil, a DC pela primeira vez saiu na frente da Marvel, dizendo que o filme não só conteria o Batam, mas que este seria o algoz do homem de aço. Com a escolha de Ben Afleck para o papel de Bruce Wayne/Homem Morcego, o universo nerd ficou com o pé atrás devido ao fracasso de Demolidor. Porém após os primeiros teasers e trailers, era notável que o ator fazia por onde, chamando seu parceiro de Argo, Cris Terrio, para ajudar no desenvolvimento do roteiro juntamente com David Goyer(Batman - o Cavaleiro das Trevas, Superman - O Homem de Aço), mostrou o respeito e seriedade do astro para o filme.

Os eventos do filme, ocorrem um ano e meio após a luta de Superman contra Zod em Man Of Steel, onde Bruce Wayne presencia a destruição de Metrópolis, se vê confrontado com um homem que pode destruir o planeta facilmente, sentindo-se na obrigação de salvar o mundo de um alienígena super poderoso. Superman é um divisor de águas, pois as pessoas o amam ou o odeiam. Referências dos quadrinhos rolam soltas no filme, tanto os do Batman quando os do Superman. Os fãs mais atentos, reconhecerão “O Cavaleiro das Trevas”, “A morte de Superman”, “Lex Luthor - Homem de Aço”,” Trindade”, dentre outros, são referências que dão o seguimento à história.

Sim. Ben Afleck é o melhor Batman/Bruce Wayne já apresentado até o momento. Não á dúvidas disso. Com ele, você tem a oportunidade de ver o Cruzado de Capa que sempre quis ver num filme. Não estou dizendo que são apenas alguns elementos, mas desde o detetive estrategista perito em artes marciais ao playboy bon vivant que se preocupa com seus funcionários, é possível dizer que ele nasceu para o personagem, e Batman é retratado como é. Um homem com várias perícias e conhecimentos. Já Henry Cavil repete seu papel de Superman, agora mais maduro, e consciente de sua responsabilidade com o mundo, sendo visto para uns como um novo messias ou um deus entre nós. Mais salvador e menos destruidor. Jesse Eisenberg(A Rede Social), faz um Lex Luthor excêntrico e megalomaníaco, com uma obsessão em “salvar” a humanidade da “ameaça” de Superman. Amy Adams como Lois Lane, intensifica o lado investigatório de repórter. Gal Gadot,a Mulher Maravilha/Diana Prince tem pouca participação no filme, mas suas aparições pontuais são cruciais para a história.

A impressão visual característica de Zack Snyder está presente do início ao fim, e casa bem ao filme, bem como os efeitos visuais e edição de som. Dirige as cenas de ação e lutas com maestria. Organicamente. Cris Terrio e David Goyer como roteiristas fazem um bom trabalho, apesar dos momentos lentos do filme, conseguem retomar o ritmo e nos fazer esquecer das lentidões do roteiro mostrando sentido a elas. O já conhecido Hans Zimmer, emprega a trilha sonora do filme o entusiasmo e emoções necessárias a trama, com sua trilha estrondosa e imponente. O tom escolhido pelo diretor, prenuncia o futuro do universo cinematográfico da DC, com um nuance própria, que pode não agradar  fãs e pessoas acostumadas aos filmes de sua concorrente, mas que conquistam pela divergência no mercado. Apesar das duras críticas, é um ótimo ponto de partida para a expansão de seu “DCU”.

Demolidor - 2ª Temporada - Crítica



Demolidor sempre foi maior que um filme. Não que não mereça um, mas tem sua história e seu mundo tem tantas peculiaridades que não seriam bem contados em um filme ou uma série deles. Nesse ponto, a Netflix está fazendo um excelente trabalho com o personagem. Quando Justiceiro e Elektra foram anunciados, a informação foi chocante, pois o primeiro, teve dois desastrosos filmes e a segunda com apenas um, conseguiu ser ainda pior. Personagens fortes e marcantes que deveriam ter uma presença e representações a altura. Fora o fato de não termos um vilão de verdade na série.

Nessa segunda temporada, Matt Murdock/Demolidor(Charlie Cox), enfrenta um novo vigilante que extrapola um limite que ele não consegue. O de matar os criminosos. Ambos tem o mesmo objetivo, porém acreditam em métodos diferentes de realizá-lo. Frank Castle (John Berthal o Shane de Walking Dead) teve sua família assassinada e deseja vingança com o crime organizado de Nova Iorque. Amado por uns e odiados pela maioria, o Justiceiro se torna uma ameaça à segurança pública, cabendo ao Demônio da Cozinha do Inferno interromper as chacinas causadas por Castle. A relação dos dois é muito fiel aos quadrinhos e bem explorada na trama. Pega cenas não somente das páginas de Demolidor, mas da própria HQ do Justiceiro como em “Bem Vindo de Volta Frank”. Ao mesmo tempo que Murdock e Castle se odeiam, entendem e compartilham de um senso de justiça incomum. É tendencioso dizer que John Berthal rouba a cena como Justiceiro, mas não há dúvidas que até agora foi a melhor interpretação do personagem e com certeza merece série solo.

Junto a trama ressurge uma ex namorada de Mathew, Elektra(Elodie Yung de 13º Distrito) que é uma mulher rica que sabe do segredo de Matt e  entende quem ele realmente é. Também treinada em artes marciais, volta para pedir ajuda ao advogado cego, informando que algo muito maior irá acontecer ameaçando o futuro da cidade. A princípio, a personagem se distancia da criada por Frank Miller, mas ao longo da história faz sentido dentro do contexto apresentado na série, tendo papel muito importante na história. E para os sexistas de plantão, ela não usa o famoso "maiô vermelho". A personagem cresce ao longo da série e o que acontece com ela, honra a memória de Miller e satisfaz os fãs dos quadrinhos, ainda sim falta um pouco da ninja assassina durona.

Um dos núcleos mais bacanas da primeira temporada volta para segunda. As cenas de tribunal conseguem ser ainda melhores que as da primeira, dando foco apenas a um caso fortíssima repercusão na mídia. Dessa vez a Nelson & Murdock, enfrenta um a promotoria de Nova Iorque que esconde algo,. Quem rouba a cena é Foggy, o melhor amigo de Matt.  Devido sua importância, Foggy merecia mais espaço na série como um todo. Karen Page evolui mais, aprofundando seu lado Ben Urich e indo atrás de respostas que os dois advogados não encontram. As lutas ficaram ainda mais bacanas. Uma em específico, homenageia a famosa cena do corredor. Para os que ficaram insatisfeitos com o uniforme do Demolidor na primeira temporada, o traje tem uma evolução considerável, ficando mais próximo à roupa vista nos quadrinhos. Ainda sem os "D's" no peito.

Demolidor ainda não é a melhor série do Universo Marvel Netflix. Nem por isso perde em qualidade. A segunda temporada como um todo é bem melhor desenvolvida e os pontos são melhor amarrados. Apesar de abrir portas para novos personagens o centro é o advogado cego e ninja da Cozinha do Inferno, que de dia luta pela justiça através da lei. Enfrenta bandidos, ninjas, ex namorada e sociopata. Dá a cara a tapa, e faz o melhor que pode pela sua cidade mas no fundo é alguém que quer fazer o certo e paga pelas escolhas. Esse sentimento é transparente para o espectador. Faz com que a série cative quem vê. Não é de se admirar que a série ganhe mais uma temporada, pois essa é só uma pequena parte do que o personagem pode oferecer.

A Bruxa (The Witch) - Crítica


Pelo demasiado alarde, é difícil ficar imparcial sem se sentir curioso com o filme que ganhou o festival de Sundance 2015 de melhor diretor para o estreante Robert Edgers, ainda mais com um orçamento de apenas 3,5 milhões de dólares. Edgers, também responsável pelo roteiro, teve a proposta de trazer de volta um terror que fizesse os espectadores se questionarem quanto rigorosidade da fé, baseado em lendas de bruxas do século XVII. Pesquisou em jornais, diários e todos os documentos da época relacionados a bruxaria na Nova Inglaterra. Não só pelo roteiro e pelo baixo orçamento sua estreia fica notória, mas o trabalho e as minuciosidades do filme impressionam, pois além dos atores falarem o inglês arcaico da época, foram treinados para usar e agir com a tecnologia e os costumes do período que o filme se passa. As casas e os cenários por exemplo, advém disso. Até mesmo o figurino não ficou de fora. Tudo é claro, contribui para que a experiência seja ainda mais veróssimil.

Ambientado na Nova Inglaterra* de 1630, o fanático patriarca de uma família de colonos (Ralph Ineson de Game of Thrones Dagmer Cleftjaw) é expulso de sua comunidade juntamente com sua mulher e cinco filhos, obrigando sua família a viver próximos a uma floresta. Inciando com o sumiço de seu filho mais novo, o bebê da família, Samuel, a culpa recai sobre a primogênita Thimosen (Anya Taylor-Joy), animais começam a ter comportamentos estranhos e as plantações não vingam. A família começa a ruir, quando uma das crianças some e volta possuída por algo que vai contra a fé da família.

A Bruxa não é um clássico filme de terror carregado de clichês como pessoas morrendo, violência, sangue e sustos gratuitos. Isso pode decepcionar pessoas que estejam acostumadas a essa linha do gênero, nem por isso deixa de ser aterrorizante, pois combina imagens que chocam pelo teor macabro aliado a trilha sonora que permite constante tensão. Faz alusões ao sagrado e o profana. Como na cena da repartição do pão que lembra o famoso quadro da Santa Ceia. Sua fotografia é com luz natural e a luz das velas e isso deixa as cenas ainda mais escuras naturalmente.



O terror de A Bruxa, é praticamente de imagens trevosas que sugestionam o espectador ao mal que o filme passa, não entregando cenas de bandeja, fazendo com que o imaginário de quem assiste voe pelo sobrenatural e inexplicável. A tensão psicológica juntamente com o desmembramento da família e o terror que cada um dos personagens passa dentro de si, faz o espectador sair do cinema com um senso de perturbação e esse é o maior acerto do filme, que desde o princípio é desafiador.

A Garota Dinamarquesa (The Danish Girl) - Crítica



Transexualidade, é um assunto deveras controverso, sendo sempre um tema que fomenta muita polêmica. Sobretudo no caso de Einar Wegener/Lily Elbe, interpretado por Eddie Redmayne (Teoria de Tudo), conhecido como um dos primeiros casos já registrados de cirurgia de redesignação sexual(vulga mudança de sexo). Pintor de paisagens, Einar aflora seu lado feminino, quando uma das modelos de sua esposa falta. Situação onde se veste de mulher, pousando para ela, a também pintora Gerda Weneger (Alicia Vikander de Ex Machina), poder completar seu trabalho. Assim nasce Lily.

A transformação de Redmayne é incrível, pois consegue ter a sensibilidade necessária para dar vida e intensidade ao personagem. Sua atuação surpreende pela eficácia em conseguir assumir seus conflitos internos e expor os trejeitos femininos, passando de Einar para Lily naturalmente. Já Alicia Vikander atua regularmente, convencendo no papel de esposa inconformada, porém nada de excepcional. Também somos apresentados a  Hans Axgil (Matthias Schoenaerts), um amigo de infância de Einar. Os três dão a história um mal formado e desenvolvido triângulo amoroso.

Além de uma trilha sonora de época que dá o tom certo ao filme, um figurino e ambientações muito bem produzidos, a temática faz um paralelo com a dificuldade de aceitação e o preconceito aos homossexuais e transgêneros que mudou pouco ou quase nada até hoje. A história culmina a transformação física e psicológica de Einar em Lily, com o drama de sua esposa em aceitar a situação, em uma narrativa lenta e previsível.

Deadpool - Crítica



Com um marketing incrível e grande apelo dos fãs, a produção de Deadpool quase foi arquivada pelos estúdios Fox. Após o lançamento do esquecível X-Men Origens: Wolverine, o mercenário nada tagarela nesse filme, teve sua essência e imagem deturpados, pois não lembrava em nada o tão adorado personagem das HQ’s, quando muito, podia ser comparado a uma mistura de Spawn com o lutador Baraka do Mortal Kombat. O projeto de um filme solo, parecia fadado ao fracasso, passando nas mãos de Robert Rodriguez e desacreditado pela Fox.

Entretanto, o “fator de cura” do filme, foi tão impressionante quanto o do próprio personagem. Em agosto de 2014, uma cena teste para o filme vazou na internet, resultando não somente no reaquecimento do coração dos fãs, mas dos executivos da Fox, detentora dos direitos do mercenário tagarela.Ryan Reynolds, dessa vez exibiu todo o potencial que não conseguira demonstrar anteriormente interpretando Deadpool. Dirigido pelo conceituado diretor de efeitos especiais Tim Miller (Avatar, Thor: O mundo sombrio). A força e a união dos fãs pela internet, juntamente ao apelo do personagem, pressionaram a Fox reavivar o projeto do filme, agora com uma produção de baixo orçamento, dando a Miller, a oportunidade de estrear na direção. Não é preciso dizer que a performance de Reynolds o trouxe para o filme.

O longa é uma das mais honestas produções cinematográficas de heróis baseados em quadrinhos já realizadas, pois consegue assertivamente trazer o amago do falastrão dos quadrinhos, tanto na abordagem visual, quanto a quebra da quarta parede, características essas, já consagradas em suas histórias, de uma maneira muito engraçada e inteligente na história, através duma metalinguagem sagaz e elaboradíssima. Reynolds faz uma performance digna a Deadpool, tal qual Robert Downey Jr. para Tony Stark. Morena Bacarin (Firefly, Homeland,Gothan) como Vanessa Carlysle contracena e completa a atuação de Reynolds como par romântico, sendo a donzela em apuros. Cabe a Deadpool, Colossus (Andre Tricoteux) e Negasonic Teenage Warhead (Brianna Hildebrand), salvar ela do homem que transformou Wade Wilson em Deadpool. Francis Freeman/Ajax (Ed Skrein, o primeiro Daario Naharis de Game of Thrones) e sua ajudante Pó de Anjo(Gina Carano, lutadora de MMA)

Desde a origem do personagem às cenas de ação, o ritmo humorado em toda sua jornada de 108 minutos, Deadpool comprovou que é possível a partir de um baixo orçamento, com um roteiro bem conduzido, realizar um filme que agrade todas as partes: fãs, estúdio, bilheteria. Com liberdade, Deadpool foi um filme responsável, entregando o qque queríamos e precisávamos.Inicia 2016 com o pé direito e já garantindo uma sequência. Agrada os fãs e não fãs do gênero quadrinhos, que gostam ou não do linguarudo. Fazendo com que a Fox suba no conceito de muitos que torcem o nariz para os filmes até agora produzidos. Não há como não continuar torcendo, que esse universo do estúdio ao menos encontre o MUC.

O quarto de Jack (Room) - Crítica


O que é o mundo e como ele é visto por uma criança de cinco anos? Baseado no livro homônimo da escritora irlandesa Emma Donoghue, os eventos são narrados por Jack(Jacob Tremblay), um garoto de cinco anos, onde sua visão de mundo, é o quarto habitado juntamente com sua mãe (Brie Larson), raptada e mantida em cativeiro a sete anos para ser abusada sexualmente, até o momento em que conseguem fugir. Jack tem a oportunidade de conhecer um novo mundo além de seu quarto, vê cada parte do quarto como alguém com quem convive diariamente, mesmo que não possam, responder, dá bom dia para cama, para a pia, para a televisão e todas mobílias, os trata como entes queridos por ele.

Apesar da temática densa e chocante, a narrativa pelos olhos de Jack, ameniza boa parte da tensão, não permite que o filme fique pesado demais para o espectador e esse é um dos seus maiores acertos. A inocência  da construção lúdica que Jack cria em sua cabeça e como ele nos descreve os acontecimentos, torna a experiência do filme intensa e leve. Ao fugir do cativeiro, ele se adapta a um mundo nunca visto, e sua mãe, tenta se readaptar a uma nova vida, enquanto lamenta os anos perdidos quando estava presa. Com o roteiro escrito pela própria autora, nota-se uma sensibilidade maior na narrativa muito bem desenvolvida pelos dois atores.

A relação entre Jack e sua mãe, é bem trabalhada no contexto do filme. Há uma química e cumplicidade fortes nas cenas que aparecem juntos. Com excelentes interpretações, principalmente de Brie Larson, o filme nos ganha pela simplicidade em lidar com temas como abuso, rejeição e suicídio, sem que haja dramatização forçada e gratuita, possibilitando suavidade na história trágica.

Dica: Kingsman - Serviço secreto

Adaptado dos Quadrinhos de Dave Gibbons e Mark Millar, Kingsman conta a história de um veterano de uma super-agencia de espiões,que indica um garoto para o cargo de agente, enquanto luta contra um megalomaníaco.


Por ser uma obra baseada em quadrinhos, o filme ganha muita liberdade, não precisando se importar com fazer cenas criveis, sendo quase um filme de super herói, o que torna as lutas muito bem montadas.
Por se passar em Londres , garante uma fotografia acinzentada, que é exatamente a vida do espião, sempre flertando com os dois lados, fora a ultima prova de admissão, que resume como todos são descartáveis.
Outro ponto muito legal é as referencias de filmes de espionagem ou citações que fazem bem pensados e encaixados.

Resumindo: Olhe como um filme de sátira ao James Bond dê ira aproveitar ao Maximo


#Não gostei: “Existe certos elementos que não ficam bons em outras mídias” aquela garota com as laminas ao invés de pés, forçou demais, deviam ter feito de outra forma

Batman: Sangue Ruim (Batman Bad Blood) - Crítica




Lançado recentemente direto em vídeo, o novo longa animado da DC é mais um acerto da editora no mercado de animação. A “nova vigilante” Batwoman, combate o crime quando Batman chega e a salva da morte de uma explosão. Bruce/Batman desaparece e é possivelmente dado como morto. E agora? Alfred recruta Dick. Damian volta de seu recondito em monastério para Gothan. Enquanto o verdadeiro Cruzado Encapuzado está sumido, seu antigo e sidekick, o atual Asa Noturna, assume seu manto ao lado do novo Robin, Damian.

O filme dá continuidade às animações anteriores (O Filho do Batman e Batman X Robin), que são mesclas das fases de Grant Morrison e Scott Snyder, onde o Morcego some, e quem assume seu lugar é seu primeiro pupilo, tendo como parceiro o próprio filho. A introdução de novos personagens desconhecidos para o público como a já mencionada Batwoman e Batwing, entram na atual onda de representatividade, mas de uma maneira orgânica, seguindo o que já fora estabelecido nos quadrinhos sem tornar suas aparições insignificantes ou demasiadas.

A animação segue a qualidade das anteriores, dessa vez, melhor trabalhada e com um desfecho interessante pra ser explorado nas vindouras animações do Homem Morcego (Atente-se ao final com uma personagem conhecida dos fãs que está em alta). O background dos novos personagens adicionados é bem coerente,  mesmo que não seja cem porcento fiel ao visto nas HQ’s, não decepciona e se encaixa bem no contexto das animações predecessoras. Um novo vilão é apresentado juntamente com antigos, como Chapeleiro Louco, que tem importante papel na história. Vale a pena investir seu tempo para assistir, se divertir, e aguardar ansiosamente a próxima animação do Batman, que provavelmente sairá apenas em 2017. A DC Home Vídeo, prova mais uma vez que sabe manter a qualidade de suas animações e estar bem aquém dos concorrentes nesse ramo.

Snoopy & Charlie Brown - Peanuts, o Filme (The Peanuts Movie) - Crítica



É difícil não existir um adulto atualmente, que não conheça ou nunca tenha ouvido falar de Peanuts. Bem, talvez não necessariamente com esse nome, mas os nomes Charlie Brown (inspiração pra banda) e Snoopy (pro rapper), são mundialmente conhecidos não apenas pelas tiras de Charles Shultz, criadas em 1950, mas pelas animações, longas e o carisma que a turma tem. Sessenta e cinco anos depois, um novo filme é lançado para comemorar o aniversário da criação e apresentar essa turma tão pouco conhecida à nova geração.

Apesar de animação ser feita toda em computação gráfica, há certa fidelidade nos traços de Shultz, criando um misto entre os dois que enche os olhos. Todas referências clássicas dos quadrinhos e da série animada, são apresentadas desde a simples e surreal fala dos adultos(que continuam nunca aparecendo), até as falas icônicas ao telefone.

Charlie Brown decide se tornar um cara descolado e legal, para impressionar "aquela garotinha ruiva", que se muda para o bairro, enquanto Snoopy trava um intenso duelo contra o barão vermelho para salvar Fifi. Toda turma está presente, Lucy, Linus, Patty Pimentinha, Schoroeder, Chiqueirinho Mercy e Woodstock (pra não citar todos). Cada um com sua característica específica. Com a trilha sonora clássica e já conhecida.

A história é leve, porém um pouco fraca, tendo em vista que tanto nas tiras quanto no desenho animado, por mais que fosse teoricamente voltado para o público infantil, sempre levou certa reflexão até mesmo para o público adulto. Chega distrair e tem uma lição de moral bacana para as crianças, mas não traz nada além disso, o que pode frustrar alguns fãs adultos mais antigos.

Creed: Nascido para lutar - Crítica


Michael B. Jordan (Poder sem limites, Quarto Fantástico), é Adonis Johnson, um jovem que viveu de lar em lar, chegando a parar no reformatório por conta de suas brigas. Filho do lendário Apollo Creed, decide seguir a carreira do pai, mas quer ser treinado pelo maior algoz que seu pai já tivera Rocky Balboa(ainda que óbvio, sim, é Silvester Stallone). O background do personagem principal é suscinto e eficiente.

É interessante vermos Stallone desta vez mais com sua veia dramática, e não como astro de ação, fator que pode incomodar os fãs mais xiitas do ator. Entretanto, possui contraste muito bem equilibrado com Michael B. Jordan, sendo a química entre os dois  muito bem explorada, sobretudo, por Adonis ter crescido sem o pai, e Rocky podendo corrigir todos os erros cometidos na relação com seu filho, não sendo um pai presente e tendo um relacionamento conturbado conforme apresentado na franquia. Mentor e aprendiz.
A performance de Sly, talvez seja a melhor e mais sincera em sua carreira até agora. Rocky trava uma luta diferente de todas que já teve e Adonis, quer ser alguém do seu jeito, sem ser a sombra de seu falecido pai, porém respeitando o legado deixado. 

A história não apresenta nada de realmente novo à "saga", ainda sim, a direção de Ryan Cogler (do premiado Fruitvale Station - A Última Parada) que também assina o roteiro, é bem conduzida. O filme brinca e conta com todo o respeito e seriedade,  a história do ninguém que vira alguém da noite pro dia, do romance bobo, ao treinamento, anos apresenta qual o resultado da luta final de "Apollo X Rocky" em Rocky III. Essas e outros pontos, são replicados ao longo da trama, que  nos mostra um novo personagem sem ferrir nem martiriza o que já fora estabelecido.

Ex Machina: Instinto Artificial (Ex_Machina) - Crítica



Despercebido, um dos filmes mais interessantes de 2015, careceu de um pouco mais de divulgação.  A estréia de Alex Garland como diretor, que antes, escritor de romances e talentoso roteirista (escreveu livros famosos como "A praia" que inspirou o filme com Leonardo DiCaprio , e nos roteiros, Extermínio 1 e 2, Dredd) tem em Ex Machina, seu debute numa ficção científica e suspense sobre Inteligência Artificial.

Escolhido para visitar o CEO da própria empresa, Caleb Smith (Domhnall Gleesom, o Gui de Harry Potter), um competente programador, vai até a reclusa casa de Nathan Bateman(Oscar Isaac, o Poe Demeron de Star Wars), o estereotipado gênio recluso e estranho que vive isolado nas montanhas, com ele mora apenas a goveranta Kyoko, que não fala a língua deles. O gênio cientista, recruta o funcionário para aplicar o teste de Turing em seu mais novo projeto, Ava(Alicia Vikander de A Garota Dinamarquesa), uma robô humanóide dotada de inteligência artificial. Caleb deve constatar em uma semana, se Ava de fato possui inteligência artificial, ou é apenas uma máquina que sabe responder e interagir com seres humanos. Caleb fica cade vez mais tenso ao passar dos dias, com misteriosos blecautes que ocorrem, a excentricidade

A história usa várias alegorias e inspirações relevantes que mesmo complexas, são brevemente explicadas e entendidas. A relação de Nathan e sua criação tem como Frankstein a inspiração, mas de maneira bem mais sutil. Já os testes realizados por Caleb, como o já citado de Turig, onde um humano deve interagir com uma máquina acreditando que a mesma é humana e a de Maria no Quarto Preto e Branco, onde Maria apesar de saber tudo sobre cores, nunca teve o vislumbre real de uma e que torna-se realmente humana após te-la. Ava alias, está isolada num quarto preto e branco de vidro. Garland desenvolve a história sem se prender as leis da robótica criada por Asimov, e foca mais no relacionamento humano versus máquina ainda não vista, dando uma tensão adequada ao desenrolar.

O visual do filme como um todo é muito bonito, desde a casa meio high tech, à paisagem onde ela se encontra, próxima a um rio e cachoeiras. e nessas cenas, a fotografia fica muito bonita. O visual escolhido para Ava também é muito bem feito.

A interpretação de todos os personagens é um dos pontos mais altos do filme, tendo em vista que são poucos, mas muito bem trabalhados, é mérito de Garland, mesmo que tenha sido em sua maior parte roteirista em sua primeira obra, além de escrita é dirigida mostra para que veio. É perceptível também, certa liberdade na atuação o que gera pro espectador mais interesse devido a uma maior sinceridade.

Série COSMOS – A SPACETIME ODYSSEY. Crítica.



No último fim de semana, após uma maratona da série COSMOS – A SPACETIME ODYSSEY, a versão repaginada da série apresentada por Carl Sagan nos anos 80 , posso comentar com vocês minhas percepções desta grandiosa série científica.
Em primeiro lugar, quem tem interesse em ciência, ainda que mínimo, tem de ver, ponto. A série é incrível, muitíssimo bem feita, os conceitos são didaticamente explicados, enfim, é uma festa para os olhos e para o cérebro. Dito isso, Cosmos Ã© fundamentalmente sobre ciência, sobre o passado, o presente e o futuro do universo, e sobre a história de várias pessoas que nos ajudaram a compreender melhor toda a realidade física que nos rodeia. 

A religião e sua relação com a ciência aparecem como coadjuvantes, até mesmo figurantes, diria. Talvez alguém pense que a série minimiza o papel da religião na história do desenvolvimento científico; eu prefiro achar que essa questão simplesmente não estava entre os objetivos da série. Tanto a religião é mera coadjuvante em Cosmos que o episódio em que ela tem um papel mais proeminente é justamente o de estreia, que conta a história de Giordano Bruno. 

É interessante notar que o segundo episódio, que trata da evolução, dava muita margem para reflexões sobre a relação entre ciência e fé, mas os responsáveis pela série optaram por não entrar de cabeça na polêmica. O apresentador de Cosmos, Neil DeGrasse Tyson, diz apenas que a teoria causou alvoroço por questionar a crença de que tínhamos sido criados separadamente.

Além dos personagens, alguns outros temas caros ao diálogo entre ciência e fé também aparecem de relance em Cosmos: o papel da ciência como “purificadora” da religião, eliminando a superstição e oferecendo explicações que debilitam a noção de “Deus das lacunas”, aparece nos episódios 3, 6 (“Deeper, deeper, deeper still”) e 11 (“The immortals”).

 E um ou outro podem interpretar o discurso final da série, que fala em “questionar a autoridade” (tema que também aparece em “Hiding in the light”, episódio 4 do DVD e 5 na televisão) como um ataque à religião, mas eu discordo: Tyson critica o fanatismo, não a religião.


É uma ótima série para os adoradores da ciência, mas nem tanto para os fanáticos religiosos


Os Oito Odiados (The Hateful Eight) - Crítica


Quando é anunciado que Quentin Tarantino irá fazer um novo filme, não se espera menos que muita qualidade. Com uma produção conturbada, o filme que era para ter estreado no mínimo a um ano atrás, e quase não aconteceu por desistência do diretor devido ao vazamento do roteiro, antes mesmo da produção ser iniciada, na qual o mesmo voltou atrás devido apelos e boa recepção do história em uma sessão fechada de teatro.

Tarantino é um dos únicos diretores conhecido mais do que seus filmes, mais que muitos atores e aclamado devido a sua genialidade na sétima arte. Em sua último filme, não por menos, isso de fato acontece. Com maestria, consegue criar situações inusitadas, com inteligentes soluções para elas, sem se entregar aos clichês. Por causa de uma nevasca, oito pessoas são obrigadas a dividir uma estalagem, não por acaso, dois caçadores de recompensas, John Ruth, O Carrasco (Kurt Russel), encarregado de levar sua prisioneira até Red Rock e o Major Marquis Warren (Samuel L Jackson), encontram-se ao acaso, para levar a prisioneira Daisy Domergue(Jenifer Jason Leigh) encontrando no caminho o aspirante a xerife Chris Mannix (Walton Goggins). Parando numa estalagem isolados e presos devido a nevasca, devem dividir o recinto com mais quatro indivíduos totalmente desconhecidos.

Situações de conflitos são levadas ao extremo nessa nova obra, e desde Cães de Aluguel, não era possível ver um suspense tão minunciosamente articulado por Tarantino, mesmo que o filme não seja de suspense. A contribuição dos atores, é enxugada até a última gota pelo diretor, onde as atuações, mesmo que não sejam dignas de Oscar(talvez eu esteja enganado) são extremamente convincentes, onde falar apenas de um, seria desmerecer os demais. Também é importante ressaltar a parceria Moricone e Tarantino, nos proporciona uma trilha ideal para a trama western, dando o tom certo em cada cena.

Mesmo que não seja sua melhor obra, é irrefutável o direito de proclamar Tarantino, com um dos melhores diretores de sua geração, não apenas pela sua genialidade, mas pelo seu empenho em fazer sempre o melhor. Os oito odiados, mostra o amadurecimento criativo do diretor/roteirista, e como essas contribuem história ter mais qualidade.

O Regresso(The Revenant) - Crítica



Alejandro González Iñarritu, consegue chamar atenção em seus trabalhos, ainda mais, depois de ter vencido o Oscar de melhor diretor por Birdman. Com a obra baseada no livro homônimo de Michael Plunke, por sua vez baseada, num famoso episódio da vida do famoso caçador Hugh Glass, interpretado por Leonardo DiCaprio, o diretor não faz diferente.

Iñarritu, mostra suas competências não apenas como diretor, pois co escreve o roteiro ao lado de Mark L. Smith, numa história de renascimento, sobrevivência e obstinação, motivados por vingança. Hugh Glass é um expedicionário guia, responsável por um bando, quando é brutalmente atacado por uma ursa. Suas chances de sobrevivência são mínimas. Com a esperança de conseguirem ajuda, a maior parte do grupo vai ao forte mais próximo, deixando Glass aos cuidados de seu filho Hawk, o inescrupuloso John Fitzgerald(Tom Hardy) e Jim Bridger(Will Poulter). Onde prometem cuidar de Glass até o resgate, ou proporcionar-lhe um enterro descente. Após matar seu filho, deixam Hugh enterrado vivo e a beira da morte, os companheiros voltam e o declaram como morto.

É visível o empenho de DiCaprio, que interpreta a jornada e os percalços do sobrevivente que renasce com sede e fome de vingança, sem nada a perder. Com certeza, sua atuação é um dos pontos altos do filme tem a oferecer. Hardy também impressiona como vilão da história, se mostrando um antagonista digno. Narrado por intensos enquadramentos e com uma trilha e fotografia muito eloquentes, o filme com certeza não é o melhor filme do diretor, entretanto explora não somente uma boa história de forma arrastada, porém eficaz, onde cada momento de sobrevivência é uma tensão, há um esforço fora do comum de Leonardo DiCaprio.



One Punch Man - Crítica


Com um hype acima do normal, muitas séries não tão boas, acabam chegando ao grande público, porém com um preço não tão satisfatório, pois várias vezes, a fama gera expectativas grande parte, não são devidamente correspondidas. Salvo alguns casos específicos, essas mesmas expectativas não são apenas atendidas, mas superadas, e este, é o caso de One Punch Man.

Em 2009, a homônima webcomic japonesa, criada pelo artista de pseudônimo ONE, chamou muitos holofotes para si, alcançando rapidamente 7,9 milhões de acessos. Logo teve um remake da série digital  em 2012, pelo ilustrador Yusuke Murata e publicada pela tradicional Weakly Shonen Jump (Dragon Ball, Saint Seya, Yu Yu Hakusho, Death Note), inclusive, aportando no ano que vêm pela Editora Panini em nosso País.

Esse ano, uma das maiores produtoras de animes, a MADhouse(Animatrix, Beck,Claymore,Death Note), nos agraciou com uma série animada de 12 episódios. Sem mais delongas. Mas por quê One Punch Man tem sido tão aclamada? Com fortes referências ao estilo shonen( história voltada para o público masculino adolescente) e também a cultura nipônica, One Punch Man, usa todos os clichês desse gênero de forma magistral e muitíssimo bem humorada, de forma ágil e fluida, sem deixar o espectador confuso.

A trama gira em torno de Saitama, um jovem a procura de emprego, que se sente um total fracassado. Certo dia voltando para casa, encontra um monstro que por sua vez, acaba poupando a vida do protagonista. Este, descobre que o vilão decide matar uma criança por ter desenhado mamilos nele enquanto dormia. Sem conseguir ficar neutro, Saitama decide ser útil uma vez na vida, e derrota o monstro. Essa é a grande transformação, na qual ele decide treinar todos os dias durante 3 anos (100 abdominais, 100 flexões, 100 agachamentos e correr 10km além de resistir a qualquer temperatura sem ajuda de ar condicionado e comer 3 vezes ao dia, todos os dias)  para ser o mais forte, ficando careca de tanto treinar segundo ele, e por hobbie, acaba virando um herói que consegue derrotar qualquer inimigo com apenas um soco. Enquanto em séries tradicionais é comum ver o herói treinar exaustivamente até chegar ao máximo de seu potencial, sempre existindo algozes mais fortes que devem ser superados, o grande drama do personagem principal, é nunca encontrar um adversário tão ou mais forte que ele.

Mesmo que você não seja fã de séries, ou de cultura pop japonesa, dificilmente não vai se identificar com a série, pois ela aborda e inova todos os conceitos já estabelecidos durante anos, desconstruindo e apresentando algo extremamente satisfatório, que não apenas entrega ao que se propõe, mas nos garante uma experiência muito além do esperado, fugindo de estereótipos de heróis esteticamente bonitos e fortes.  Vale não somente pela qualidade visual característica do estúdio MADhouse, mas pelo enredo eficazmente ágil e muito bem construído. Sendo uma série despretensiosa que prende atenção do início ao fim.

A série pode ser assistida gratuitamente com legendas em português no site Daisuki.

Star Wars: O Despertar da Força - Crítica



Desde que a Disney assumiu a franquia, havia uma enorme curiosidade e expectativa sobre seu futuro. Quando J.J. Abrams, foi nomeado como diretor do primeiro filme da nova triologia, a maioria dos corações nerds do mundo inteiro, tiveram uma fagulha de uma nova esperança. Trocadilho propositalmente colocado, pois quando George Lucas entregou a obra de sua vida, pra um dos maiores estúdios cinematográficos de todos os tempos, gerou uma desconfiança enorme.

O tempo passou, a expectativa só aumentou com cada teaser e trailer novo que saía, pois hoje é raro essas ferramentas de marketing não entregarem a surpresa nos filmes. A produção do filme já ganha um enorme respeito de todos os fãs pelo zelo em não "estragar" a experiência. Sem dúvida, o filme mais aguardado do ano, não só por mim, mas por milhares de fãs, que quiseram garantir o ingresso antecipado, para poder assistir antes que a internet e redes sociais fosse tomada por Spoilers.

Pra quem já conhece a franquia, é praticamente impossível não se arrepiar com a abertura de John Williams e o letreiro habitual contextualizando o espectador dos acontecimentos até aquele momento. A jornada do herói de Joseph Campbell, está presente novamente. O que aconteceu com os Jedi? O que houve com Luke Skywalker? Finn, o injustiçadamente criticado personagem interpretado por John Boyega, antes que o filme sequer estreasse, funciona muito bem, com uma atuação muito autêntica, o personagem nos brinda com seu carisma, humor atrapalhado. É através dele, que nos identificamos no filme. Sua química com a enigmática e solitária Rey, interpretada por Daisy Ridley, é um dos pontos altos, aliado aos momentos com os personagens clássicos como Chewbacca e Han Solo. Poe Demeron, faz as vezes do astro piloto rebelde e dono do dróide BB8, que possui um importantíssimo papel na história. Sem contar na motivação do vilão Kylo Ren, que possui um forte conflito entre o que é e o que era. A busca em torno do "último" Jedi, Luke Skywalker, é o que move a história. Falar mais que é isso, seria dar Spoilers. E esse não é o intuito aqui.

Você vai ver coisas que já viu em todos os outros filmes, ainda sim, vai ter a mesma emoção a ver um sabre de luz ligado por um Jedi(ou não) pela primeira vez. Assistir a Millenium Falcon voando. Ouvir os clássicos grunhidos de Chewie e o incomparável sarcasmo e canastrice de Han. Em momento algum, há menosprezo dos roteiristas para com os espectadores. O filme é muito transparente nesse sentido, sendo fácil sacar o quem são os personagens ou o que vai acontecer, mas essa facilidade é proposital e vem de uma maneira tão intrigante, que deixa várias perguntas no ar.

Minunciosamente cuidadoso com o universo já estabelecido,  Ã© assertivo quando se propôs a apresentar para uma nova geração, mantendo a força da base de fãs já estabelecida. Possui falhas pequenas como na exploração de algumas atuações um pouco mais sinceras e participações de alguns personagens de forma mais consistente. Nada que prejudique a experiência do todo. Também  não chega a superar as expectativas criadas em torno da inovação ou ousadia, esperada pelos fãs. Evidentemente, deixa cada vez mais latente o porquê amamos Star Wars, e o motivo pela qual essa franquia irá atravessar gerações.

Dica Minha: Honey e Clover

Um dia... Com certeza

"Lembro de uma tarde enquanto andava de bicicleta,sentindo o vento refrescante e o calor do sol enquanto via aquele horizonte que se fundia ao céu, pensei : 

-Se eu pedalar bastante... Até onde eu conseguiria chegar?"

Quem nunca pensou isso?

Honey e Clover,sinceramente até agora nao entendi o porque desse nome, é uma obra fantastica do cotidiano que com certeza vai atingir voce.

A historia se passa numa escola de artes(pensa que japonês é só ninja ou hacker né!) onde somos apresentados a um grupo de amigos que frequentam o mesmo dormitório,como eles estão com idade variadas cada um representa uma fase do curso, o que esta prestes a se formar, o prodígio, o talento nato preguiçoso,o indeciso, conformado etc.

Situações que nos encaixamos muito bem, dramas "reais" e alegrias que você vibra junto com o personagem,alem de que a escolha de Arte é para abrir a discussão sobre o "curso útil" logo de inicio.

Então olhe essa obra maravilhosa e deixe o ultimo episodio para uma segunda feira, para ja reavaliar toda a sua agenda (e talvez sua vida).

Até a proxima

Jessica Jones - Crítica



Em 2001, Brian Michael Bendis, talvez não imaginasse que uma criação sua, receberia tanto prestígio e qualidade. A HQ acabou criando um novo selo para Marvel, o selo MAX, onde a histórias usaria personagens da editora, porém com temática mais adulta. Imaginaria ainda menos, que o sucesso e o potencial de Jessica Jones, renderia uma série 14 anos depois.

A série televisiva, fortemente inspirada na HQ Alias citada anteriormente, segue o mesma linha de séries urbanas com heróis "menores" da editora. Apresentando-os a um novo público e resgatando o já habitual e fiel, no mesmo universo cinematográfico dos filmes e demais séries. Jessica(Kristen Ritter) é uma mulher adulta que possui uma agência de investigação, Alias(Codinome). No melhor do estilo noir, é uma investigadora particular, que como ela mesmo diz "pode fazer as coisas do jeito que os outros não fazem" e esse é seu maior diferencial. 

Com 13 episódios, a história não é sobre a origem da personagem, e ainda menos sobre poderes, mas sobre uma mulher solteira, moderna, que se vira como pode com o que tem. Além dos seus poderes e sua habilidade de investigação, é sobre como uma mulher pode ser tão forte e durona, sem os estereótipos habituais, e ainda ser profundamente sensível.  Foca na relação com sua irmã adotiva/ melhor e talvez única amiga, Patsy Walker e com o drama de ter sido violentada, física e psicologicamente durante 8 meses por Kilgrave. Interpretado pelo carismático David Tennant(10 ºDoctor Who). Um vilão que consegue controlar as pessoas de maneira que elas ajam exatamente como ele as diz pra fazer, através de controle mental. E menção honrosa a Luke Cage(mike Colter) que tem papel importante na trama,e ganhará sua própria série em 2016.

Jessica não se aceita como heroína, mas Kilgrave é sua motivação, para que outras pessoas não tenham que sofrer o que ela sofreu. Sim. Abuso é o termo mais recorrente da série. De forma muito inteligente, a série retrata de forma recorrente, mas não massante a questão do abuso que as vítimas do vilão sofrem. E apesar de todo seu carisma, temos um vilão realmente psicopata, que age por puro egoísmo, que não está ligando para a consequência de seus atos.

Em tempos onde o maior meme em nosso país é "Já acabou, Jéssica?", espero realmente que a Netflix diga não e renove a série para uma segunda temporada, e vos digo, a missão não será nada fácil, pois é uma personagem relativamente nova e com pouquíssimas histórias de alta qualidade. Ainda sim a torcida é grande.

Mr. Robot - Crítica



O final do ano está chegando, e justamente nesse período, costumamos nos questionar sobre o que foi de nós até o momento. Bem, entrando em questionamentos, lhes apresento Mr Robot. Uma série altamente reflexiva e um tiro mais do que certeiro em 2015.

Estamos tão acostumados a ver séries mais do mesmo, que entregam resultados que nos satisfazem. Aquela risada. Aquele suspense. Aquela ação. E não me entendam mal, isso não é ruim. Mas saliento que de tão acostumados que estamos, quando algo vêm contra maré e levamos um soco no estômago, ao menos merece ser falado. Perdoem a grande introdução...


Eliot Aldersen(Rami Malek), um jovem nova iorquino com sociofobia, que durante o dia trabalha como programador numa empresa de segurança cibernética, enquanto a noite atua como um hacker vigilante. Por ser sociofóbico,  "se conecta" com as pessoas hackeando-as, e faz justiça sem apelar pra violência. Como hacker, acaba chamando atenção de um grupo ativista chamado fsociety, e recrutado pelo líder anarquista, Mr Robot (Christian Slater), para derrubarem a maior conglomerado mundial, a E Corp, apelidada por Eliot como "Evil Corp", pois segundo ele, a empresa matou seu pai ao expô-lo a produtos químicos que lhe causaram leucemia.


Anteriormente mencionei que a série é questionadora. Sim! E de uma maneira muito eficaz. O recurso da quarta parede nos torna os expectadores coadjuvantes de tudo que acontece na mente confusa do protagonista. Suas dores, seus drama, seus medos. Esse recurso é utilizado frequentemente sem se tornar cansativo. Esse é o ponto em que os questionamentos afloram. Seria muito fácil dizer que a série critica ferozmente a sociedade, a internet, as redes socias, a economia. Mas seria muito simplório. Imagine a cruza de Clube da Luta com Matrix, filmes cults que nos deram reflexões que perduram até hoje. Esse é o resultado de Mr Robot foi tão bom, que já está encomendada uma segunda temporada.


Bom, falar demais da trama estragaria sua experiência, portanto apenas assista. E arrisco a dizer que sem dúvida, é a melhor série desse ano. Tanto no quesito história quanto originalidade.

Dica Minha: Samurai 7

Samurais, Robôs e Samurais-Rôbos .. Precisa de mais alguma coisa?!

Apresento Samurai Seven, uma ótima obra baseada num filme homônimo.




Samurai Seven deve, pois não aparece a data, ou não prestei atenção, se passar num futuro distante.

Nele somos apresentados a uma vila de agricultores, gente humilde que precisa pagar impostos a robôs gigantes, que  são chamados apenas de "Bandidos".


Eles, os agricultores, batalham o ano todo, e se veem obrigados a pagar  uma parcela bem generosa do arroz, um bem precioso, aos seus algozes,  sem que estes tenham contribuído em nada no processo.(isso te lembra alguma coisa?)


Se não bastasse isso, os “Bandidos”  ainda levam algumas mulheres e crianças, assim a a coisa fica séria. 


A trama co
meça quando os camponeses decidem contratar samurais para livrá-los dos robôs.

Os samurais, mesmo sendo guerreiros poderosos, estão em decadência e muitos na miséria, por isso os camponeses oferecem arroz como pagamento pelo serviço prestado.


Nossa protagonista,(coloque aqui o nome dela), vai até a capital a procura de guerreiros, ela encontra um que, relutantemente aceita e diz que sera necessário mais seis.


Opinião:


Mesmo com 'Samurai' no nome  esse anime consegue fugir dos esteriótipos de shonen convencional, você não precisa ficar decorando nomes de golpes ou como são executados, a intriga política e o cenário mudam constantemente, nos deixando bem tensos em relação ao lado a que escolher, mas não pense que são 26 episódios de diálogos, tem muita ação, com lutas excelentes e “engenhocas” interessantes.