George R.R Martin além de Game Of Thrones




  Wild Cards, escrita pelo querido e amado George R.R Martin (Game of Thrones). Conta com 22 livros escritos e publicados, no Brasil sĂ³ foram traduzidos 5 exemplares pela editora Leya. A histĂ³ria foi criada por George R.R Martin na sua juventude, junto com alguns amigos como um jogo de RPG, para diversĂ£o. Como se tornaram obsessivos pelo jogo, deixando de lado a vida social e trabalhos para se dedicarem a ele, decidiram ganhar dinheiro com o mundo criado, transformando em uma coletĂ¢nea de histĂ³rias e publicando-as como livros.

  Um vĂ­rus alienĂ­gena chega a terra de forma trĂ¡gica, ao roubĂ¡-lo de seu prĂ³prio planeta, o alienĂ­gena Tachyon sofre um acidente, com a nave que carregava a ogiva viral, caindo em nosso planeta, apĂ³s o acidente um mafioso encontra a bomba antes das autoridades e a usa para ameaçar Nova York. Num ato heroico o piloto conhecido como Jet Boy tenta salvar a cidade, sem saber o que a ogiva carregava. Falha e ajuda a detonĂ¡-la em cima da cidade, espalhando o vĂ­rus pelos Estados Unidos e o mundo. Milhares morrem, alguns se tornam “aberrações” e outros tiram a carta de sorte pois se tornam verdadeiros herĂ³is com poderes, estilo mutantes X.  Assim começam histĂ³rias de intriga e superaĂ§Ă£o daqueles que tiraram a sorte grande e os que sofreram as deformidades do vĂ­rus.

 O mais interessante Ă© que nĂ£o se trata apenas de herĂ³is salvando o mundo, mas de pessoas que eram normais e agora carregam responsabilidades nas costas, alĂ©m dos poderes, cada personagem Ă© “normal” com dificuldades pessoais, dilemas, paixões e lados obscuros, “herĂ³is” alcoĂ³latras que nĂ£o acreditam em nada pelo que lutam, sĂ£o pessoas com problemas tentando salvar um mundo, mas nĂ£o conseguem se salvar. A humanidade vem acima dos poderes, hĂ¡ vĂ¡rias passagens com fatos histĂ³ricos modificados para se encaixar nos personagens da sĂ©rie e a evoluĂ§Ă£o de cada um deles Ă© feita de forma fantĂ¡stica tambĂ©m, ninguĂ©m escolheu seu destino, mas todos acabam por arcar com as consequĂªncias.

 Para o pessoal chegado a histĂ³rias de super-herĂ³is com certeza irĂ£o gostar e se apaixonar pelos livros.

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Sobre livros #2 - Trilogia dos Espinhos



Saudações, aprendizes! Hoje vamos falar sobre a Trilogia do Império Destruído, ou Trilogia dos Espinhos!

Arte oficial das capas da trilogia, por Jason Chan
 Este texto pode conter spoiler e prejudicar sua experiĂªncia, caso nĂ£o tenha lido ou esteja familiarizado com o livro. Leia por sua conta e risco.

Livros: Prince of Thorns; King of Thorns; Emperor of Thorns.
Série: Trilogia dos Espinhos
Autor: Mark Lawrence
Nº de pĂ¡ginas: 360; 523; 525
Editora: Darkside Books

 The Broken Empire Trilogy, ou Trilogia dos Espinhos no Brasil, narra a brutal saga de HonĂ³rio Jorg Ancrath ao trono do impĂ©rio. A trama pode ser classificada como fantasia grimdark, um subgĂªnero que se caracteriza pela brutalidade do cenĂ¡rio, com personagens cinza e uma linha tĂªnue ou mesmo inexistente separando o bem e o mal.
 VocĂª vai ler por aĂ­ que Jorg Ă© um herĂ³i Ă s avessas, um anti-herĂ³i ou outra coisa do tipo. Deixemos um pouco de lado a definiĂ§Ă£o exata exata de herĂ³i/anti-herĂ³i, visto que nĂ£o hĂ¡ motivo para classificĂ¡-lo de tal maneira.
 Porque Jorg Ă© um vilĂ£o, e ponto.

 Lawrence nos mostra isso nas primeiras pĂ¡ginas de Prince. Sabemos de inĂ­cio que, quando criança, Jorg testemunhou o assassinato de sua mĂ£e e de seu irmĂ£o mais novo. Escapou apenas porque um de seus guardas reais o atirou entre os arbustos na beira da estrada.
 Mas o arbusto era roseira-brava, que nĂ£o solta e, quanto mais o infeliz tenta se mexer e se debater, mais os espinhos cravam em sua pele. De onde estava, pĂ´de ver tudo acontecer, enquanto a roseira-brava fazia seu trabalho.

 
Arte da capa de Prince por Jason Chan


"-Os espinhos me ensinaram o jogo."
                    -Jorg Ancrath




 ApĂ³s ser resgatado, Jorg passa por um perĂ­odo de quase tortura enquanto tentam tentam salvĂ¡-lo, pois a roseira-brava nĂ£o costuma deixar sobreviventes. Em sua mente, portas haviam sido abertas. Portas que nĂ£o deveriam ser abertas, muito menos por uma criança...
 ApĂ³s descobrir algo perturbador sobre o ataque do qual sobreviveu, Jorg foge do castelo do pai e passa a viver por anos com um grupo de bandidos de estrada. O tempo passa e ele se torna um verdadeiro canalha. Saqueador, estuprador e assassino, em momento algum o autor tenta esconder isso. A primeira cena do livro se passa em uma aldeia sendo saqueada e incendiada pelo grupo de bandidos conhecido como Irmandade, comandado pelo prĂ­ncipe em questĂ£o.
 Jorg, entĂ£o, resolve voltar para casa. Espera encontrar o pai e colocar em prĂ¡tica seus planos e objetivos.
 Um objetivo simples, na verdade.
 Que com quinze anos, jĂ¡ seria rei.

 "Alguns homens conseguem acertar na mosca a centenas de metros. Eles nĂ£o miram melhor porque assim desejam, nĂ£o sĂ£o mais certeiros porque defendem o que Ă© justo. Eles apenas atiram com mais precisĂ£o. Agora, quanto a mim... Eu apenas me vingo melhor do que a maioria. VocĂª pode considerar isso um dom."
-Trecho de Prince of Thorns
 
 Essa Ă© a base da trama do primeiro livro. Para nĂ£o dar mais spoilers, vamos ao segundo...

Arte da capa de King por Jason Chan


 Em King of Thorns, Jorg Ă© o rei de um pequeno reino. Como no livro anterior, a histĂ³ria alterna entre os acontecimentos do passado e do presente, e vemos Jorg viajar pelo impĂ©rio destruĂ­do em busca de recursos e aliados para vencer uma guerra que jĂ¡ parece perdida.

 Isso porque Orrin de Arrow, o prĂ­ncipe prometido, Ă© o mais poderoso candidato ao trono do impĂ©rio. Um homem justo e certo, Orrin Ă© generoso com seus aliados e bondoso com o povo.
 Mas Jorg nĂ£o Ă© um homem capaz de se ajoelhar...

 Neste livro tambĂ©m acompanhamos parte da histĂ³ria pelo ponto de vista de Katherine, a mulher que Jorg deseja mais do que ninguĂ©m.

 King foi, na minha opiniĂ£o, o melhor livro da trilogia. Teve um objetivo muito mais claro do que o primeiro livro, e a narrativa foi muito mais empolgante. Do primeiro ao Ăºltimo capĂ­tulo, ficamos curiosos para saber o hĂ¡ dentro daquela maldita caixa...

 "MemĂ³rias Ă© tudo que nĂ³s somos. Momentos e sentimentos, capturados em Ă¢mbar, amarrados em filamentos de razĂ£o. tira a memĂ³ria de um homem e tomarĂ¡ tudo dele. Desbaste uma lembrança de cada vez e vocĂª o destruirĂ¡ tĂ£o certamente como se martelasse prego apĂ³s prego em seu crĂ¢nio."
-Trecho de King of Thorns


 E, finalmente, vamos ao terceiro:


Arte da capa de Emperor por Jason Chan

 Emperor of Thorns fecha a trilogia sobre Jorg Ancrath de forma magistral. Passada a batalha contra o prĂ­ncipe de Orrin, desta vez acompanhamos Jorg rumo ao trono do impĂ©rio.

 Novamente o livro nos mostra os acontecimentos em dois tempos distintos: passado e presente, entrelaçando a histĂ³ria com o livro anterior e trazendo novas e interessantes perspectivas Ă  trama.

 Jorg dessa vez reĂºne seu sĂ©quito e parte para o congresso, evento que ocorre a cada quatro anos, onde os reis se reĂºnem para tentar escolher um imperador.

 Paralelo a isso estĂ¡ o Rei Morto, o mais terrĂ­vel dos antagonistas de toda a sĂ©rie. Capaz de meter medo no mais terrĂ­vel dos necromantes, esse novo vilĂ£o envolto em mistĂ©rio tambĂ©m marcha com sua tropa de mortos vivos em direĂ§Ă£o ao congresso, onde um confronto com Jorg serĂ¡ inevitĂ¡vel.

 A trama envolvendo o exĂ©rcito de zumbi Ă© mais do que satisfatĂ³ria. O Rei Morto esconde um segredo, que um leitor atento pode vir a desvendar antes da hora...

"Deixe um homem jogar xadrez e diga a ele que todos os peões sĂ£o seus amigos. Diga que ambos os bispos sĂ£o santos. Faça-o lembrar de dias felizes Ă  sombra das torres. Deixe-o amar sua rainha. Veja-o perder tudo."
-Trecho de Prince of Thorns

 Sobre o cenĂ¡rio:

 Um ponto que vale destacar Ă© a ambientaĂ§Ă£o. Embora o impĂ©rio destruĂ­do possa parecer um cenĂ¡rio de fantasia medieval comum, ele esconde muitos segredos. A grande sacada do cenĂ¡rio se torna Ă³bvia no segundo e terceiro livro, mas diversas pistas podem ser encontradas no primeiro volume.

Mapa do impĂ©rio destruĂ­do. Acho que jĂ¡ vi isso em algum lugar...

 Personagens:

 Como a trilogia Ă© toda narrada em primeira pessoa, fica meio Ă³bvio que o Ăºnico personagem realmente aprofundado Ă© o Jorg. No entanto, entre um capĂ­tulo e outro, Lawrence descreve em pequenos parĂ¡grafos algo sobre as personalidades dos irmĂ£os de estrada.
 Apenas alguns exemplos:

 "Muito tempo atrĂ¡s, nos dias calmos, o irmĂ£o Grumlow esculpia madeira, trabalhava com serra e cinzel. Quando tempos difĂ­ceis vĂªm, carpinteiros tendem a ser pregados em cruzes. Grumlow pegou a faca e aprendeu a esculpir os homens. (...)"

 "IrmĂ£o Sim se mantĂ©m fechado e vocĂª nunca irĂ¡ conhecĂª-lo, nĂ£o importa quais palavras vocĂªs troquem. Ele sussurra algo a cada homem que mata. Se ele dissesse aquilo a um homem e o deixasse viver, talvez eu tivesse perdido um matador."

Sobre a ediĂ§Ă£o:

 A ediĂ§Ă£o da Darkside Ă© linda, resultado de um trabalho feito com esmero. Os livros foram lançados em capa dura e apenas a capa jĂ¡ Ă© de encher os olhos. Ponto positivo para a editora.

Considerações finais:

 No geral, a Trilogia dos Espinhos Ă© mais do que recomendada para quem curte uma fantasia mais crua, mais dark. NĂ£o Ă© livre de defeitos, com alguns personagens clichĂª e diversos momentos Deus ex machina. E pode, Ă© claro, nĂ£o ser do agrado dos mais puros de coraĂ§Ă£o, seja pelo aspecto vilanesco do protagonista ou pela brutalidade do cenĂ¡rio. De qualquer forma, Ă© uma saga mais do que obrigatĂ³ria para os fĂ£s de literatura fantĂ¡stica, principalmente para os Ă³rfĂ£os sofredores de Game of Thrones ( tipo eu. PĂ´, tio George, escreve aĂ­...)
 
 Eu recomendo!

"(...)Ă© isso que somos, irmĂ£os, sangue e sujeira. E nada pode nos lavar, nem o sangue dos inocentes, nem o sangue dos cordeiros.(...)"
-Trecho de Emperor of Thorns


 E nĂ£o se esqueçam, acessem o BaĂº do Arquimago para mais histĂ³rias!

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Tengen Toppa Gurren-Lagann:Avançando Sempre

Ficha Técnica

DireĂ§Ă£o: Hiroyuki Imaishi
EstĂºdio: Gainax
Emissora de Tv: Tv Tokyo

Jeeha Ă© uma cidade subterrĂ¢nea que prospera e aumenta conforme a força de seus escavadores. Simon Ă© um deles, um dos melhores, adora ficar procurando tesouros e descobrir para oque funcionavam, mas como passa o dia escavando, fica muito sujo e os jovens da cidade o desprezam, exceto Kamina.

Kamina trata Simon como irmĂ£o apesar de nĂ£o haver nenhum parentesco entre eles, tem um sonho de ultrapassar os cĂ©us e ir alem do teto, normalmente inclui Simon no plano, o mesmo da errado e os dois sĂ£o punidos, atĂ© cair um "monstro gigante" e abrir as portas de um novo mundo para ambos.


Tengen a primeira vista parece um Shonen convencional, se fosse sĂ³ isso essa crĂ­tica seria menos tambĂ©m. nĂ£o Ă© fĂ¡cil em alguma classificaĂ§Ă£o, mas o mais prĂ³ximo pode ser Mecha Sci-Fi.


O anime começa com uma critica social bem interessante sobre o encaixe das pessoas que fazem nossa sociedade expandir. Qual o real valor que damos para elas?

A certeza de Simon que um diatudo irĂ¡ desabar e nĂ£o pode-se fugir junto ao fato de seus pais terem morrido em um desmoronamento, o fazem nĂ£o querer acreditar que exista algo alem da sua vila, quando outros acontecimentos o obrigam a se levantar apĂ³s cada golpe que a vida lhe da, vocĂª acredita pois ele jĂ¡ passou por bastante coisa.

Existem lutas incrĂ­veis de Mecha, mas o que mais conquista Ă© o carĂ¡ter filosĂ³fico que a histĂ³ria tem,sobre o que Ă© governar, o poder do medo nos ignorantes, o que se fazem com guerreiros em tempo de guerra, Ă© uma histĂ³ria emocionante que nos ensina sempre evoluir.

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Batman X Superman - O Alvorecer da Justiça (Batman X Superman - Down of the Justice) - Crítica



Se vocĂª pretende ver Batman x Superman aguardando o que jĂ¡ estĂ¡ habituado a assistir nos filmes da Marvel Studios, esqueça. Esse filme definitivamente nĂ£o Ă© para vocĂª. Nem perca seu tempo lendo isso. Supondo que tenha continuado e esteja curioso mesmo assim pra saber mais do filme ou que entenda que a Marvel e DC tem identidades diferentes tanto nos quadrinhos quanto cinematograficamente,  cada uma Ă© boa a sua maneira, vocĂª estĂ¡ no lugar certo. Afinal, ninguĂ©m vai ao cinema pra assistir os personagens DC num filme da Marvel ?

Desde que Zack Snyder anunciou que a sequĂªncia de Superman: Man of Steel, teria o Batman, houve inquietude no universo nerd, antes mesmo de sua concorrente anunciar a famosa saga Guerra Civil, a DC pela primeira vez saiu na frente da Marvel, dizendo que o filme nĂ£o sĂ³ conteria o Batam, mas que este seria o algoz do homem de aço. Com a escolha de Ben Afleck para o papel de Bruce Wayne/Homem Morcego, o universo nerd ficou com o pĂ© atrĂ¡s devido ao fracasso de Demolidor. PorĂ©m apĂ³s os primeiros teasers e trailers, era notĂ¡vel que o ator fazia por onde, chamando seu parceiro de Argo, Cris Terrio, para ajudar no desenvolvimento do roteiro juntamente com David Goyer(Batman - o Cavaleiro das Trevas, Superman - O Homem de Aço), mostrou o respeito e seriedade do astro para o filme.

Os eventos do filme, ocorrem um ano e meio apĂ³s a luta de Superman contra Zod em Man Of Steel, onde Bruce Wayne presencia a destruiĂ§Ă£o de MetrĂ³polis, se vĂª confrontado com um homem que pode destruir o planeta facilmente, sentindo-se na obrigaĂ§Ă£o de salvar o mundo de um alienĂ­gena super poderoso. Superman Ă© um divisor de Ă¡guas, pois as pessoas o amam ou o odeiam. ReferĂªncias dos quadrinhos rolam soltas no filme, tanto os do Batman quando os do Superman. Os fĂ£s mais atentos, reconhecerĂ£o “O Cavaleiro das Trevas”, “A morte de Superman”, “Lex Luthor - Homem de Aço”,” Trindade”, dentre outros, sĂ£o referĂªncias que dĂ£o o seguimento Ă  histĂ³ria.

Sim. Ben Afleck Ă© o melhor Batman/Bruce Wayne jĂ¡ apresentado atĂ© o momento. NĂ£o Ă¡ dĂºvidas disso. Com ele, vocĂª tem a oportunidade de ver o Cruzado de Capa que sempre quis ver num filme. NĂ£o estou dizendo que sĂ£o apenas alguns elementos, mas desde o detetive estrategista perito em artes marciais ao playboy bon vivant que se preocupa com seus funcionĂ¡rios, Ă© possĂ­vel dizer que ele nasceu para o personagem, e Batman Ă© retratado como Ă©. Um homem com vĂ¡rias perĂ­cias e conhecimentos. JĂ¡ Henry Cavil repete seu papel de Superman, agora mais maduro, e consciente de sua responsabilidade com o mundo, sendo visto para uns como um novo messias ou um deus entre nĂ³s. Mais salvador e menos destruidor. Jesse Eisenberg(A Rede Social), faz um Lex Luthor excĂªntrico e megalomanĂ­aco, com uma obsessĂ£o em “salvar” a humanidade da “ameaça” de Superman. Amy Adams como Lois Lane, intensifica o lado investigatĂ³rio de repĂ³rter. Gal Gadot,a Mulher Maravilha/Diana Prince tem pouca participaĂ§Ă£o no filme, mas suas aparições pontuais sĂ£o cruciais para a histĂ³ria.

A impressĂ£o visual caracterĂ­stica de Zack Snyder estĂ¡ presente do inĂ­cio ao fim, e casa bem ao filme, bem como os efeitos visuais e ediĂ§Ă£o de som. Dirige as cenas de aĂ§Ă£o e lutas com maestria. Organicamente. Cris Terrio e David Goyer como roteiristas fazem um bom trabalho, apesar dos momentos lentos do filme, conseguem retomar o ritmo e nos fazer esquecer das lentidões do roteiro mostrando sentido a elas. O jĂ¡ conhecido Hans Zimmer, emprega a trilha sonora do filme o entusiasmo e emoções necessĂ¡rias a trama, com sua trilha estrondosa e imponente. O tom escolhido pelo diretor, prenuncia o futuro do universo cinematogrĂ¡fico da DC, com um nuance prĂ³pria, que pode nĂ£o agradar  fĂ£s e pessoas acostumadas aos filmes de sua concorrente, mas que conquistam pela divergĂªncia no mercado. Apesar das duras crĂ­ticas, Ă© um Ă³timo ponto de partida para a expansĂ£o de seu “DCU”.

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Juan de Los Muertos - Por Thay Avila




Hey pessoal, tudo bom com vocĂªs? Antes de mais nada gostaria de me apresentar. Me chamo Thay e sou responsĂ¡vel pelo grupo All Infected, que divulga as vertentes do Universo Zumbi.
Para todos aqueles que sĂ£o amantes do tema vim trazer para vocĂªs a nova coluna do Sintonia Cult. Toda semana uma nova postagem e assim vocĂª fica sabendo um
pouco mais sobre filmes, livros, jogos e séries. Bem-vindos ao Apocalipse Zumbi =)

Na minha primeira postagem aqui no blog gostaria de falar um pouco mais sobre um filme que tive a oportunidade de assistir ontem intitulado "Juan de Los Muertos".

O que falar sobre Juan de Los Muertos? Primeiramente sĂ£o raros os filmes cubanos que chegam ao Brasil e fico feliz por esse tĂ­tulo ter chegado em minhas mĂ£os de forma tĂ£o "sem querer". Foi numa tarde no trabalho que me deparei com a capa de "Juan de Los Muertos", ou "Juan dos Mortos" no portuguĂªs. A princĂ­pio nĂ£o sabia se tratar de um filme com temĂ¡tica zumbi e muito menos ser um filme cubano. Acontece que tristemente esse filme sĂ³ foi aparecer por aqui 2 anos apĂ³s o seu lançamento, em 2011.

Pra mim "Juan de Los Muertos" Ă© muito mais do que um filme de zumbis, Ă© uma crĂ­tica explĂ­cita sobre a economia e o modo de vida do paĂ­s jĂ¡ que o personagem tĂ­tulo do filme tira do caos uma oportunidade, sempre tentando levar vantagem no que acontece.
Achei engraçado as referĂªncias culturais, politicas, cinematogrĂ¡ficas que eram mostradas no filme. A forma como Juan e LĂ¡zaro, personagens principais da pelĂ­cula se referem aos zumbis (anarco monarquistas e sodomitas) Ă© digna de boas risadas mas tambĂ©m usa de forma sutil as indiretas ao governo.
SĂ³ pela premissa do filme de: "Juan dos Mortos. Matamos seus entes queridos" jĂ¡ vale a pena assistir.

Super indico porĂ©m Ă© necessĂ¡rio entender um pouco da polĂ­tica do paĂ­s para sacar algumas piadas.

Ficaram com vontade de assistir? Me contem o que acharam do filme e qual prĂ³ximo que gostariam que eu falasse sobre. Mas nĂ£o se esqueçam, aqui sĂ³ tem espaço para os Mortos-Vivos!




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Sobre livros #1 - Quando as Bruxas Viajam

Saudações, aprendizes! É um prazer informar que o BaĂº do Arquimago e o Programa sintonia Cult iniciaram uma parceria de resenhas!Para começar, a resenha de um Ă³timo livro da sĂ©rie discworld!


Arte da capa por Josh Kirby



TĂ­tulo: Quando as Bruxas Viajam

SĂ©rie: Discworld nº12

Autor: Terry Pratchett

Editora: Conrad

Nº de pĂ¡ginas: 301

Sinopse:

  Era uma vez um reino encantado, onde tudo acontecia como as coisas devem acontecer nos contos de fadas. AtĂ© que surgiu um problema: a princesa Brasirella se recusa a casar-se com seu respectivo prĂ­ncipe/sapo e, para se esconder da poderosa e autoritĂ¡ria fada madrinha, arruma emprego de servente e se torna uma Gata Borralheira. A fada madrinha estĂ¡ decidida a resolver o caso, porque, como se sabe, as histĂ³rias precisam ter final.
  NinguĂ©m pode evitar que a princesa se case com o prĂ­ncipe, a nĂ£o ser as bruxas Margrete Alho, VovĂ³ Cera do Tempo e Tia Ogg! Mas, para isso, elas precisarĂ£o enfrentar muitos obstĂ¡culos, como vampiros, lobos maus, casas que caem do cĂ©u e... finais felizes!


Resenha:

  Quando as Bruxas viajam Ă© o dĂ©cimo segundo livro da sĂ©rie discworld, e o terceiro que tem como personagens centrais as bruxas. Como jĂ¡ disse na resenha de Pequenos Deuses, a sĂ©rie nĂ£o necessita de uma ordem para ser lida. VocĂª pode se divertir com este livro sem o medo de ter perdido alguma coisa.
  Comprei este livro num sebo, apĂ³s uma Ă¡rdua pesquisa na internet. Infelizmente, os primeiros volumes da sĂ©rie lançados pela conrad editora estĂ£o esgotados. Apenas exemplares usados podem ser encontrados na internet, muitos a preços incrivelmente altos. Tive a sorte de encontrar este prĂ³ximo de minha cidade, e fui obrigado a ir buscĂ¡-lo.

  Logo de inĂ­cio, confesso que me surpreendi. A leitura foi muito mais fluĂ­da do que a maioria dos livros da sĂ©rie. A histĂ³ria começa com a morte de Desiderata Hollow, uma dentre as muitas bruxas no disco. Acontece que Desiderata era uma Fada Madrinha e, como tal, deveria ter treinado uma sucessora.
  Mas nĂ£o. em seu testamento (na verdade, um bilhete bem ordinĂ¡rio), Desiderata delega sua varinha mĂ¡gica e suas responsabilidades como madrinha para Margrete Alho, a mais jovem bruxa do coven de Lancre. E quando digo mais jovem, quero dizer menos velha...
  O bilhete continha instruções bem especĂ­ficas:

  -VocĂª deve ir para Genua;
  -Ella nĂ£o deve se casar com o prĂ­ncipe;
  -NĂ£o leve aquelas velhas corocas com vocĂª.

  As velhas corocas, Ă© claro, sĂ£o a VovĂ³ Cera do Tempo e a Tia Ogg.
  A partir daĂ­ as trĂªs partem numa longa viagem atĂ© Genua, cada uma em sua vassoura. A vassoura de VovĂ³, inclusive, sĂ³ funciona no tranco, o que significa que ela deve correr de um lado pro outro atĂ© fazer "pegar"...

  A primeira metade do livro trata-se de uma grande sĂ¡tira aos filmes de viagem e aos contos de fada em geral, com as trĂªs passando pelos mais variados lugares, como uma cidade dominada por um vampiro ou um castelo onde todos estĂ£o adormecidos. Por um bosque onde encontram a garota da capa vermelha atĂ© uma cidade onde uma corrida de touros explode pela rua. Claro que a passagem das bruxas por tais lugares nĂ£o Ă© algo insignificante, e todo tipo de confusĂ£o imaginĂ¡vel acontece.

  A partir da segunda metade do livro, as bruxas chegam Ă  Genua, onde devem encontrar a princesa Brasirella e impedi-la de se casar. Genua satiriza diversas localidades de uma sĂ³ vez, misturando vodu e carnaval. Nesta parte tambĂ©m conhecemos a vilĂ£ da histĂ³ria, a fada madrinha Lilith, e descobrimos porque ela estĂ¡ obrigando as pessoas a terem finais felizes...

  Personagens:

   O livro Ă© centrado nas trĂªs bruxas, satirizando ainda a trindade anciĂ£, mĂ£e e donzela. VovĂ³ Cera do Tempo Ă© rabugenta, teimosa e orgulhosa, mas nos mostra neste livro porque Ă© a bruxa mais poderosa do disco. Tia Ogg Ă© o alĂ­vio cĂ´mico do trio, bebendo tudo o que vĂª pela frente e contando suas piadas de duplo sentido. E Margrete Alho, a mais jovem, insegura sobre como se usa a varinha mĂ¡gica, e frustrada por ter de aturar as outras duas.

  HĂ¡ ainda a senhora Gogol, bruxa de Genua e especialista em vodu, que tambĂ©m tĂªm interesse em impedir o casamento da princesa Brasirella. Uma Ă³tima cozinheira, alĂ©m de ser capaz de ver o futuro em seus ensopados. Possui um galo preto chamado Legba.

  Um personagem que merece destaque Ă© Greebo, o gato desgraçado da Tia Ogg. Temido por TODOS os animais da floresta de Lancre, e pai da maior parte dos gatos da regiĂ£o. Cego de um olho, com as orelhas roĂ­das e coberto de cicatrizes, o mascote da tia Ogg protagoniza grandes e engraçados momentos.

  E, como nĂ£o poderia deixar de mencionar, Morte faz diversas aparições durante o livro, trazendo sempre aquele seu toque de humor Ă¡cido e irreverente Ă  trama. Afinal, morre gente em todos os lugares, atĂ© mesmo em Genua...

  Sobre a ediĂ§Ă£o:

  Quando as bruxas viajam foi o Ăºltimo livro da sĂ©rie publicado pela CONRAD no brasil. (Os pequenos homens livres, embora tenha sido publicado depois, faz parte da sĂ©rie infanto juvenil.). A editora manteve o trabalho de ediĂ§Ă£o que vinha fazendo nos volumes anteriores, com a capa baseada na original e as mesmas regras para a traduĂ§Ă£o que, vale ressaltar, foi muito bem feita.

  Felizmente, a BERTRAND BRASIL retomou as publicações de discworld no brasil. Pequenos Deuses e Lordes e Damas foram lançados em 2015, e a editora jĂ¡ anunciou o relançamento de Pequenos Homens Livres, seguido de Um ChapĂ©u Cheio de CĂ©u para 2016.

  Considerações finais:

  Quando as bruxas viajam Ă© um Ă³timo livro. RĂ¡pido de ser lido, indicado para quem quiser dar algumas risadas enquanto viaja pelo disco.

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#25 - Programa do dia 16/03/2016



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Demolidor - 2ª Temporada - CrĂ­tica



Demolidor sempre foi maior que um filme. NĂ£o que nĂ£o mereça um, mas tem sua histĂ³ria e seu mundo tem tantas peculiaridades que nĂ£o seriam bem contados em um filme ou uma sĂ©rie deles. Nesse ponto, a Netflix estĂ¡ fazendo um excelente trabalho com o personagem. Quando Justiceiro e Elektra foram anunciados, a informaĂ§Ă£o foi chocante, pois o primeiro, teve dois desastrosos filmes e a segunda com apenas um, conseguiu ser ainda pior. Personagens fortes e marcantes que deveriam ter uma presença e representações a altura. Fora o fato de nĂ£o termos um vilĂ£o de verdade na sĂ©rie.

Nessa segunda temporada, Matt Murdock/Demolidor(Charlie Cox), enfrenta um novo vigilante que extrapola um limite que ele nĂ£o consegue. O de matar os criminosos. Ambos tem o mesmo objetivo, porĂ©m acreditam em mĂ©todos diferentes de realizĂ¡-lo. Frank Castle (John Berthal o Shane de Walking Dead) teve sua famĂ­lia assassinada e deseja vingança com o crime organizado de Nova Iorque. Amado por uns e odiados pela maioria, o Justiceiro se torna uma ameaça Ă  segurança pĂºblica, cabendo ao DemĂ´nio da Cozinha do Inferno interromper as chacinas causadas por Castle. A relaĂ§Ă£o dos dois Ă© muito fiel aos quadrinhos e bem explorada na trama. Pega cenas nĂ£o somente das pĂ¡ginas de Demolidor, mas da prĂ³pria HQ do Justiceiro como em “Bem Vindo de Volta Frank”. Ao mesmo tempo que Murdock e Castle se odeiam, entendem e compartilham de um senso de justiça incomum. É tendencioso dizer que John Berthal rouba a cena como Justiceiro, mas nĂ£o hĂ¡ dĂºvidas que atĂ© agora foi a melhor interpretaĂ§Ă£o do personagem e com certeza merece sĂ©rie solo.

Junto a trama ressurge uma ex namorada de Mathew, Elektra(Elodie Yung de 13º Distrito) que Ă© uma mulher rica que sabe do segredo de Matt e  entende quem ele realmente Ă©. TambĂ©m treinada em artes marciais, volta para pedir ajuda ao advogado cego, informando que algo muito maior irĂ¡ acontecer ameaçando o futuro da cidade. A princĂ­pio, a personagem se distancia da criada por Frank Miller, mas ao longo da histĂ³ria faz sentido dentro do contexto apresentado na sĂ©rie, tendo papel muito importante na histĂ³ria. E para os sexistas de plantĂ£o, ela nĂ£o usa o famoso "maiĂ´ vermelho". A personagem cresce ao longo da sĂ©rie e o que acontece com ela, honra a memĂ³ria de Miller e satisfaz os fĂ£s dos quadrinhos, ainda sim falta um pouco da ninja assassina durona.

Um dos nĂºcleos mais bacanas da primeira temporada volta para segunda. As cenas de tribunal conseguem ser ainda melhores que as da primeira, dando foco apenas a um caso fortĂ­ssima repercusĂ£o na mĂ­dia. Dessa vez a Nelson & Murdock, enfrenta um a promotoria de Nova Iorque que esconde algo,. Quem rouba a cena Ă© Foggy, o melhor amigo de Matt.  Devido sua importĂ¢ncia, Foggy merecia mais espaço na sĂ©rie como um todo. Karen Page evolui mais, aprofundando seu lado Ben Urich e indo atrĂ¡s de respostas que os dois advogados nĂ£o encontram. As lutas ficaram ainda mais bacanas. Uma em especĂ­fico, homenageia a famosa cena do corredor. Para os que ficaram insatisfeitos com o uniforme do Demolidor na primeira temporada, o traje tem uma evoluĂ§Ă£o considerĂ¡vel, ficando mais prĂ³ximo Ă  roupa vista nos quadrinhos. Ainda sem os "D's" no peito.

Demolidor ainda nĂ£o Ă© a melhor sĂ©rie do Universo Marvel Netflix. Nem por isso perde em qualidade. A segunda temporada como um todo Ă© bem melhor desenvolvida e os pontos sĂ£o melhor amarrados. Apesar de abrir portas para novos personagens o centro Ă© o advogado cego e ninja da Cozinha do Inferno, que de dia luta pela justiça atravĂ©s da lei. Enfrenta bandidos, ninjas, ex namorada e sociopata. DĂ¡ a cara a tapa, e faz o melhor que pode pela sua cidade mas no fundo Ă© alguĂ©m que quer fazer o certo e paga pelas escolhas. Esse sentimento Ă© transparente para o espectador. Faz com que a sĂ©rie cative quem vĂª. NĂ£o Ă© de se admirar que a sĂ©rie ganhe mais uma temporada, pois essa Ă© sĂ³ uma pequena parte do que o personagem pode oferecer.

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House of the Dead - CrĂ­tica

"Estados-Unidos... sol...calor... e jovens corpos fervilhando. Um grupo de estudantes viaja em busca de uma ilha chamada 'Isla de la Muerte', ou em portuguĂªs 'Ilha da Morte' atrĂ¡s de festa e diversĂ£o. O que eles nĂ£o esperavam Ă© que nessa ilha existe uma lenda onde mortos vagam pela terra e pessoas que lĂ¡ chegam, por algum motivo nĂ£o retornam. AtĂ© que estranhos ataques acontecem e eles precisam de qualquer jeito uma forma de escapar e de e descobrir o que estĂ¡ acontecendo."



Primeiro preciso informar que ele Ă© baseado em um jogo produzido pela Sega de mesmo nome. EntĂ£Ă£Ă£oooo, o que dizer sobre o filme? Olha, particularmente eu tenho 2 opiniões sobre ele.
A primeira Ă© que... esqueça o jogo. Se vocĂª estĂ¡ assistindo ele tentando encontrar alguma ligaĂ§Ă£o, alguma conexĂ£o com o jogo vocĂª vai se decepcionar E MUITO!

Em nenhum momento a histĂ³ria ao menos se parece com nenhum jogo da franquia. A Ăºnica coisa que eles vincularam foi o logo da Sega no inĂ­cio do filme, durante a festa que rola na ilha, e algumas cenas, que mais parecem Pop-Ups pulando na sua cara com Flashs do jogo. Essa parte atĂ© que achei bem legal, porque dĂ¡ uma quebra naquilo que estamos acostumados a ver. Outra coisa que foi exagerado foi a quantidade de "peitos e bundas gratuitos", se Ă© que vocĂªs me entendem...

Mas, posso dizer que achei a caracterizaĂ§Ă£o e maquiagem dos zumbis do filme muito semelhante aos dos jogos. Realmente muito parecidos!
Segunda: isso Ă© um Trash movie!! NĂ£o esperem uma obra prima, algo Romeresco". NĂ£o esperem nada e o que vier Ă© lucro. É pra sentar na cadeira e se divertir.
EntĂ£o a minha avaliaĂ§Ă£o final Ă© que: assistivel... mas desligue o cĂ©rebro ok?
Bem, esse foi o final da minha crĂ­tica de House of the Dead. O que acharam?
Que tal me indicarem mais filmes para comentar? ;D

Autora: Thay Leo Avila




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Dica de Quadrinho: InvencĂ­vel



"O melhor quadrinho de Super HerĂ³i do Universo"

A frase acima, se repete em todas edições de InvencĂ­vel, criado em 2003, por Robert Kirkman e Cory Walker, sendo publicado pela Image(Spawn,Witchblade, Saga). Espera aĂ­? Robert Kirkman? Lembra desse nome de algum lugar, mas nĂ£o sabe de onde? Kirkman Ă© o criador da aclamada Walking Dead, que vocĂª jĂ¡ sabe de cabo a rabo e dispensa maiores explanações.

Mark Grayson, Ă© filho do maior Super HerĂ³i da Terra. O Omni Man, que nada mais Ă© do que um alienĂ­gena (sempre um alienĂ­gena) que vĂªm ao nosso planeta para combater o mal e ajudar no desenvolvimento da sociedade e do planeta. Ao menos Ă© o que ele diz(leia e entenda), o pai de Mark, Ă© uma mistura de Sayajin com Superman, de uma forma bem bacana que brinca com os clichĂªs de alienĂ­ginas super poderosos vindos de outro planeta.Um adolescente como qualquer outro, Mark estuda, trabalha numa rede de junk food famosa, atĂ© que um dia descobre ter herdado os poderes do pai(Voar, invulnerabilidade, super força, super velocidade e poder ficar sem respirar por muito tempo).

ClichĂª? Sim. E a sĂ©rie Ă© repleta deles. Mas nĂ£o se engane! Todos sĂ£o propositais, usados de forma sagaz, ironizando o mundo dos super herĂ³is com humor e crĂ­ticas ao lado industrial das maiores editoras de super herĂ³i do mundo(DC e Marvel), questionando com veemĂªncia paradigmas de com tantas mulheres no mundo, porque a maioria dos super herĂ³is sĂ£o homens? Aborda o sexismo e a minorias sutilmente e de maneira marcante sem deixar a qualidade da histĂ³ria de lado.

Tanto o personagem principal quanto os coadjuvantes, sĂ£o retratados nĂ£o apenas como super seres com super responsabilidades, mas como pessoas como eu e vocĂª, com preocupações, anseios, alegrias, frustrações e uma porrada de emoções, que chega a ser muito fĂ¡cil a imersĂ£o no mundo de InvencĂ­vel como se o conhecĂªssemos tanto como conhecemos o Batman, Superman, Homem Aranha, Goku e por aĂ­ vai.


Com InvencĂ­vel, Kirkman nĂ£o inventou a roda, mas com certeza, descobriu uma forma diferente dela funcionar. E funciona. No fim fica a pergunta: Sera que Ă© "O melhor quadrinho de Super HerĂ³i do Universo"? Sabemos que melhor Ă© um termo meramente relativo, mas o que podemos afirmar com certeza, Ă© que vocĂª sĂ³ vai descobrir lendo InvencĂ­vel. No Brasil Ă© publicado pela editora HQM, e jĂ¡ estĂ¡ no volume 6, ainda Ă© possĂ­vel encontrar em sebos.

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#24 - Programa do dia 09/03/2016



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A Bruxa (The Witch) - CrĂ­tica


Pelo demasiado alarde, Ă© difĂ­cil ficar imparcial sem se sentir curioso com o filme que ganhou o festival de Sundance 2015 de melhor diretor para o estreante Robert Edgers, ainda mais com um orçamento de apenas 3,5 milhões de dĂ³lares. Edgers, tambĂ©m responsĂ¡vel pelo roteiro, teve a proposta de trazer de volta um terror que fizesse os espectadores se questionarem quanto rigorosidade da fĂ©, baseado em lendas de bruxas do sĂ©culo XVII. Pesquisou em jornais, diĂ¡rios e todos os documentos da Ă©poca relacionados a bruxaria na Nova Inglaterra. NĂ£o sĂ³ pelo roteiro e pelo baixo orçamento sua estreia fica notĂ³ria, mas o trabalho e as minuciosidades do filme impressionam, pois alĂ©m dos atores falarem o inglĂªs arcaico da Ă©poca, foram treinados para usar e agir com a tecnologia e os costumes do perĂ­odo que o filme se passa. As casas e os cenĂ¡rios por exemplo, advĂ©m disso. AtĂ© mesmo o figurino nĂ£o ficou de fora. Tudo Ă© claro, contribui para que a experiĂªncia seja ainda mais verĂ³ssimil.

Ambientado na Nova Inglaterra* de 1630, o fanĂ¡tico patriarca de uma famĂ­lia de colonos (Ralph Ineson de Game of Thrones Dagmer Cleftjaw) Ă© expulso de sua comunidade juntamente com sua mulher e cinco filhos, obrigando sua famĂ­lia a viver prĂ³ximos a uma floresta. Inciando com o sumiço de seu filho mais novo, o bebĂª da famĂ­lia, Samuel, a culpa recai sobre a primogĂªnita Thimosen (Anya Taylor-Joy), animais começam a ter comportamentos estranhos e as plantações nĂ£o vingam. A famĂ­lia começa a ruir, quando uma das crianças some e volta possuĂ­da por algo que vai contra a fĂ© da famĂ­lia.

A Bruxa nĂ£o Ă© um clĂ¡ssico filme de terror carregado de clichĂªs como pessoas morrendo, violĂªncia, sangue e sustos gratuitos. Isso pode decepcionar pessoas que estejam acostumadas a essa linha do gĂªnero, nem por isso deixa de ser aterrorizante, pois combina imagens que chocam pelo teor macabro aliado a trilha sonora que permite constante tensĂ£o. Faz alusões ao sagrado e o profana. Como na cena da repartiĂ§Ă£o do pĂ£o que lembra o famoso quadro da Santa Ceia. Sua fotografia Ă© com luz natural e a luz das velas e isso deixa as cenas ainda mais escuras naturalmente.



O terror de A Bruxa, Ă© praticamente de imagens trevosas que sugestionam o espectador ao mal que o filme passa, nĂ£o entregando cenas de bandeja, fazendo com que o imaginĂ¡rio de quem assiste voe pelo sobrenatural e inexplicĂ¡vel. A tensĂ£o psicolĂ³gica juntamente com o desmembramento da famĂ­lia e o terror que cada um dos personagens passa dentro de si, faz o espectador sair do cinema com um senso de perturbaĂ§Ă£o e esse Ă© o maior acerto do filme, que desde o princĂ­pio Ă© desafiador.

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